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Tempo de leitura: 3
11/01/2010

Prepare-se já para as despesas de final de ano

Dezembro sempre chega com uma avalanche de gastos. Tem os presentes da família para comprar, assim como as fantasias que as crianças usarão nas festinhas de encerramento do ano letivo. A conta do supermercado fica mais pesada com o peru e o espumante da ceia, e ainda é preciso reservar uma verba para dar uma descidinha ao litoral e ver os fogos do Réveillon na praia. O 13º. salário nem sempre é suficiente para tantos custos. Com o cartão de crédito e o cheque especial, os desembolsos acabam sendo empurrados para janeiro, quando outras contas vão surgir: impostos, material escolar. Em pouco tempo, a alegria natalina virou uma bola de neve de dívidas.

Todo ano é igual -mas não precisa ser. Começando a planejar agora, é possível encaixar as despesas no orçamento, satisfazer os desejos de cada um e ainda começar 2011 tranquilamente. Para isso, as recomendações dos especialistas são:

1 – Colocar no papel as receitas esperadas para os próximos três meses

Além de salários e outras rendas fixas, recursos adicionais como o 13º., bônus e a restituição do imposto de renda, por exemplo, precisam entrar na conta. Os cálculos mostrarão qual é a verba disponível para as festas.

2 – Chamar o cônjuge e os filhos para falar de dinheiro

é indispensável fazer uma lista detalhada dos sonhos e necessidades de cada um, como o presente de Natal e roupas e calçados. Se alguma comemoração reunirá irmãos, tios e primos, deve-se conversar também com eles para fazer a organização e o rateio das despesas. “Essa é uma excelente oportunidade, aliás, para tratar das finanças cotidianas da família, algo que quase ninguém faz”, recomenda Reinaldo Domingos, consultor e autor do livro “Terapia Financeira” (Editora Gente). “Abordando expectativas, renda, e instando os membros do grupo a entender quanto custam os produtos consegue-se melhorar a administração do orçamento da casa. Todos se envolvem, pois se percebe mais concretamente que o dinheiro é um meio para se conquistar determinados objetivos.” Na impossibilidade de realizar todos os anseios, pode-se negociar para deixar alguns presentes para outras datas especiais, como o aniversário.

3 – Pesquisar os preços das mercadorias

O levantamento vai balizar as aquisições.

4 – Dividir os gastos entre outubro e dezembro

Comprar já alguns presentes, o vinho da ceia e outros alimentos que não estragam e ir guardando é uma boa ideia. Os itens mais caros podem ficar para o final de novembro e para dezembro, quando chega o 13º. Caso não seja possível comprar em outubro, a alternativa é ir guardando pequenas quantias até juntar o total. “Importante é colocar um limite para as despesas, a fim de não arrastá-las pelos meses seguintes. A razão tem que falar mais alto do que a emoção do momento”, frisa Ricardo Pereira, consultor do programa Consumidor Consciente, da MasterCard.

5 – Evitar parcelamentos longos demais

As prestações sempre embutem um custo extra. “Dinheiro gasto com juros é o dinheiro que deixar de ser gasto com a realização dos sonhos”, lembra Domingos. A chance de perder o controle das finanças da casa também é maior se o pagamento por uma mercadoria é muito estendido.

6 – Aproveitar as promoções

Tendo sempre a relação dos produtos natalinos a comprar por perto, com os preços médios praticados no varejo, dá para aproveitar as ofertas que surgirem no caminho, fazendo os recursos renderem mais. A situação muda se a família tiver muitos compromissos atrasados, entretanto. “Aí, é melhor analisar as perspectivas com calma e fazer o sacrifício de escolher lembrancinhas, empregando o dinheiro para regularizar as contas. Dessa maneira, o maior presente de todos será começar o ano novo sem preocupações”, sugere Domingos.

Fonte: Site do Instituto DSOP de Educação

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