A proposta de uma nova reforma na Previdência, em análise na reta final do governo, não vai atingir os brasileiros que se encontram próximos da aposentadoria, garantiu no dia 16 de julho o ministro da Previdência, Carlos Eduardo Gabas. Segundo ele, quem for se aposentar em cinco ou 10 anos não sentirá qualquer mudança. A ideia de propor mudanças nasceu da necessidade da imposição de limites futuros aos sucessivos e crescentes deficits na pasta. Todavia, por falta de tempo, o projeto não será encaminhado ao Congresso este ano. O trabalho será produzido para orientar o próximo mandatário do país.
Aliás, a proposta sequer é tratada como reforma pelo ministro, mas apenas como ajustes. Grandes mudanças poderiam provocar, na opinião de Gabas, uma avalanche de pedidos de aposentadoria, efeito contrário ao desejado pelo governo. O ministro reforçou necessidade de assegurar a sustentabilidade do modelo previdenciário, com a discussão de novos limites de idade para a aposentadoria diante do envelhecimento da população. “Minhas filhas vão viver mais de 100 anos e se elas se aposentarem aos 50, vão fazer o que nesse período, que ainda é de grande produtividade?”, exemplificou. Segundo o ministro, a discussão sobre as mudanças devem evoluir sem paixão. “é uma questão de sustentabilidade, mas não há intenção de se debater o tema para quem já está no regime. Isso é para os futuros trabalhadores”, reforçou.
Fonte: Correio Braziliense
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