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Atualizado em 15/6/2026
Tempo de leitura: 4
31/08/2011

Conheça 10 atitudes sustentáveis que fazem bem ao seu bolso

A preocupação com o dinheiro, na avaliação do coordenador sênior de conteúdo do Instituto Akatu, Estanislau Maria, é uma atitude muito sustentável. “Afinal, dinheiro não é um fim em si, mas um meio de comunicação. Comunica o nosso trabalho com as coisas que precisamos. E o consumo é um meio para chegar ao bem-estar e não um fim em si”, destaca.

Assim, sustentabilidade tem tudo a ver com economia, com cuidado com as finanças e o planejamento do seu orçamento. Então, conheça 10 atitudes que fazem bem para o planeta e também para o seu bolso:

1 Planejamento
“Não seja impulsivo nas compras. Planeje antecipadamente e, com isso, compre menos e melhor e economize na boca do caixa”, afirma Maria.

O sócio-diretor da consultoria Finanças Sustentáveis, Victorio Mattarozzi, também lembra a importância de utilizar o dinheiro de maneira consciente: “Precisamos pensar nas nossas contas mensais, nas nossas poupanças e na real necessidade da compra”.

2 Consumir apenas o necessário

Maria convida todos a refletirem sobre o que de fato cada um necessita. Afinal, “é possível manter sua qualidade de vida, cortando o desperdício”.

Para se ter uma ideia, um levantamento divulgado em maio pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação) revelou que um terço dos alimentos produzidos no mundo é perdido ou desperdiçado a cada ano, o que representa 1,3 bilhão de toneladas.

Por isso, Mattarozzi indica a “comprar apenas a quantidade de alimentos e bebidas que realmente iremos consumir”.

3 Poupar sem sofrimento
Para Mattarozzi, fazer uma poupança ajuda a garantir um futuro mais tranquilo, investir na própria educação e na dos filhos, fazer uma viagem, comprar uma casa e abrir o próprio negócio. “Querer poupar já é uma decisão importante, seja qual for a quantia”, reitera.

Maria concorda: “Pequenas economias diárias de umaúnica pessoa significam menor consumo de água, energia e recursos naturais. Projete isso por uma vida, e o resultado será uma boa quantia de dinheiro e bastante recurso preservado. Agora, projete para uma cidade inteira, um país…”

4 Economias domésticas
Inclusive, a economia cotidiana é super importante. “Se a família tem mais de um carro, que tal a carona solidária?”, indaga Maria. Isso ajuda na economia de combustível, manutenção, pneu e estacionamento.

Além disso, tomar banhos curtos, escovar os dentes e se barbear com a torneira fechada, lavar roupa com máquina cheia, limpar quintal, calçada e o carro com balde e consertar vazamentos “são pequenas ações que, acumuladas no dia a dia, levam a uma boa economia na conta de água”, lembra o coordenador do Akatu.

Em relação à redução na conta de luz, ele indica a usar lâmpadas fluorescentes, desligar aparelhos sem uso e apagar lâmpadas em cômodos vazios, passar toda a roupa de uma vez, revisar a vedação da geladeira, não deixar aparelhos no stand by e evitar o ar condicionado.

5 Separar o lixo
Ao reciclar, o consumidor contribui para a economia de recursos naturais, a redução da degradação ambiental e a geração de empregos. “E mais: com isso, você diminui o lixo que vai para os aterros e evita que a prefeitura cobre mais impostos ou taxas para manter os depósitos”, acrescenta Maria.

6 Escolher o produto
Primeiro, é preciso entender que o processo de consumo não se esgota no ato da compra, mas passa pelas etapas do que comprar, por que comprar, de quem comprar, como comprar, como usar e como descartar.

Por isso a escolha é super importante. “é preciso escolher produtos que sejam mais sustentáveis no processo de fabricação e transporte, mas também no uso: que gastam menos energia, usam combustível renovável, sejam duráveis e não descartáveis, sejam compartilháveis, não sejam tóxicos e que, ao final da vidaútil, possibilitem outro uso”, orienta Maria.

7 Produtos piratas e contrabandeados
“O preço menor não compensa”, avalia Mattarozzi. E Maria concorda: “Compre sempre do comércio legalizado e, dessa forma, contribua para gerar empregos estáveis, destinar impostos para o poder público e para combater o crime organizado e a violência”.

8 Forma de pagamento
“Não há regra que defina se é melhor comprar a prazo ou à vista. Essa decisão depende da nossa situação financeira, da real necessidade de comprar, do nosso orçamento e, principalmente, da taxa de juros cobrada”, destaca Mattarozzi.

Maria ensina que o melhor jeito de escolher a forma de pagar uma compra é avaliar o preço final e a urgência pelo produto. “A compra da casa própria, por exemplo, pode demorar muito se o consumidor poupar todo o valor. Com a valorização do imóvel e pelo fato de fugir do aluguel, talvez valha o financiamento”, pondera.

Para outros bens, ele aconselha a juntar o dinheiro para pagar à vista ou ao menos juntar parte dele para diminuir a parcela financiada.

9 Crédito consciente
Antes de fazer um empréstimo, esteja certo de que poderá pagar as prestações, analisando o preço final com a taxa de juros. Há casos, como lembra Maria, que “conforme a taxa e o prazo, seria possível comprar três produtos iguais com o preço final que você vai pagar”.

10 Endividamento: evite-o!
Para evitar o endicidamento, é preciso repensar e planejar o consumo. “Muita gente entra em várias prestações simultâneas pensando apenas naquela prestação. é preciso somar todas elas, mais os gastos mensais da família e ver se não superam a renda”, ensina o coordenador do Akatu.

Ele ainda acrescenta que, para sair do endividamento, basta usar a matemática: “Botar todos os gastos e a receita familiar na ponta do lápis, cortar todo gasto não essencial e fazer um controle rigoroso do orçamento mensal”.

Fonte: Economia Uol

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