
Apague as luzes – Biologicamente, nosso corpo é programado para dormir quando anoitece e despertar com a claridade. “A melatonina, conhecida como hormônio do sono e responsável por regular nosso relógio biológico, precisa de um ambiente escuro para ser produzida. Quem tem dificuldade de levantar cedo, na verdade, é porque não atingiu um sono reparador, capaz de fazer com que a pessoa acorde disposta”, esclarece a Myriam Durante, psicoterapeuta e presidente do Instituto de Pesquisa e Orientação da Mente, de São Paulo.
Evite estimulantes – Café, chá preto, refrigerantes, bebidas alcoólicas e chocolate possuem componentes que estimulam o organismo e o sistema nervoso, podendo causar insônia e agitação. “O cardápio noturno também deve ser leve, de preferência sem frituras, carnes gordurosas ou molhos muito incrementados”, explica Shigueo Yonekura, neurologista do Instituto de Medicina e Sono de Campinas e Piracicaba e especialista em sono pelo Hospital das Clínicas da USP.
Mexa-se – Exercitar o corpo proporciona um sono mais profundo e, consequentemente, mais reparador. “Durante os exercícios é liberada a endorfina – o neurotransmissor que atua como analgésico e traz sensação de bem-estar, e é apontada como uma das responsáveis pelas noites bem dormidas”, garante Shigueo Yonekura. O neurologista alerta, porém, que as atividades devem ser feitas até três horas antes de ir para a cama – para que o organismo e a mente possam desacelerar.
Levante devagar – O sono é formado por cinco etapas – e o quinto estágio acontece quando o corpo quer acordar. Levantar-se abruptamente e já começar as atividades do dia acelera a mente, que ainda está em fase de adaptação com o despertar. Um alarme estridente libera adrenalina, o que causa irritação e até palpitação. Prefira acordar com uma música leve, calma e que aumente gradualmente.
Fuja do botão soneca do celular – No início do sono, o organismo libera a serotonina, um neurotransmissor associado ao bem-estar e à felicidade. Para acordar, o corpo dispara outra substância, a dopamina, que diminui a sensação de sonolência. “O sono fragmentado causa um conflito químico que torna ainda mais difícil sair da cama. O ideal é que o despertar seja de uma vez só, não feito em prestações”, alerta o neurologista.
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