A proximidade do Dia das Crianças já faz os pais começarem a pensar no presente dos filhos. E, para muitos, trata-se de uma tarefa árdua. Como controlar o desejo ávido dos pequenos por tudo que veem na frente e geralmente pelos brinquedos mais caros? Como explicar que aquele tão desejado não cabe no orçamento do mês? Como estipular um preço?
E uma das principais dúvidas: a criança deve participar da escolha do que vai ganhar? Para o educador financeiro álvaro Modernell, autor de diversos livros dedicados ao público infantil, a resposta é sim: é uma data excelente para iniciar ou aprofundar lições de educação financeira.
De acordo com álvaro Modernell, os pais podem estimular os filhos a fazerem uma lista com três opções, dentro de uma faixa de preços previamente estabelecida. Explique que o valor limite é o que cabe no orçamento. A importância do presente não está no valor, mas sim no carinho que o acompanha, aconselha. Após feita a lista, o educador financeiro sugere que as crianças ajudem na pesquisa nas lojas. Elas vão adquirir noções de preço e descobrirão que um mesmo produto pode ter diferentes valores. Na hora de comprar, os pais devem até incentivá-las a pedir desconto.
Algumas dicas de presentes, na opinião do especialista:
Evite brinquedos que demandem gastos posteriores, como os com acessórios, refis e/ou que são à pilha, além de álbuns e coleções.
Estimule jogos que ajudem na socialização, no desenvolvimento e na diversão coletiva. Prepare-se para participar quando convidado. O tradicional Banco Imobiliário é umaótima opção de jogo para educação financeira.
Inclua livros entre os presentes. Priorize os educativos, mas considere também consultar as crianças sobre o que elas gostariam. O importante é incentivar o hábito da leitura.
Essa é uma boa oportunidade para abrir uma conta de poupança para seus filhos. Não importa o valor a ser depositado. O que vale é viabilizar uma conta onde elas possam depositar suas economias e esperanças. Planos de previdência podem cumprir papel semelhante para famílias de classe média ou alta, mas a poupança continua sendo a mais amigável para ensinar às crianças.
Exemplos são os melhores instrumentos de educação. Diga não às falsificações, aos brinquedos que estimulem a violência, aos produtos sem selos de certificação da categoria, àqueles que não respeitam a natureza. Valorize produtos certificados, ecológica e politicamente corretos, com preços justos, que estimulem a socialização e o desenvolvimento e, acima de tudo, compatíveis com o gosto dos seus filhos. Lembre-se que, algumas vezes, as crianças, especialmente as menores, curtem mais as embalagens – caixas, papéis, isopor – do que os brinquedos. Pondere isso antes de comprar brinquedos caros. Alguns mais simples podem agradar muito mais. A criança e seu bolso ficarão mais felizes. Pondere, além do preço, a qualidade e durabilidade dos produtos. Lembre-se que o barato pode sair caro.
Fonte: Click RBS – Blog da Bela
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