Uso tópico da cafeína
Pesquisas anteriores indicaram que os camundongos alimentados com água cafeinada e expostos a lâmpadas que geravam radiação UVB, que danifica o DNA das células da pele, foram capazes de matar uma porcentagem maior de suas células danificadas e reduzir o risco das células se tornarem cancerosas. “Embora seja sabido que o consumo de café está associado a uma diminuição do risco do câncer de pele não-melanoma, agora é preciso realizar estudos para determinar se a cafeína tópica inibe o câncer de pele induzido por luz solar,” justifica Allan Conney, da Universidade de Rutgers, nos Estados Unidos.
Neste novo estudo, em vez de inibir a ATR com água com cafeína, os pesquisadores modificaram geneticamente um grupo de camundongos para diminuir seus níveis de ATR. O resultado foi que os animais tiveram 69 por cento menos tumores do que os animais normais e desenvolveram quatro vezes menos tumores invasivos. Os que ficaram doentes desenvolveram tumores mais lentamente do que os camundongos não modificados geneticamente.
Só funciona na prevenção
Contudo, quando os animais foram submetidos a uma exposição crônica aos raios ultravioleta – por um período prolongado de tempo – os dois grupos desenvolveram o câncer de pele de forma similar. O que isto parece indicar, diz Conney, é que a inibição da enzima ATR funciona melhor na fase pré-cancerosa, antes que os cânceres induzidos pelos raios ultravioleta estejam totalmente desenvolvidos.
Embora vários estudos epidemiológicos apontem que a humana ingestão de bebidas com cafeína está ligada a uma diminuição significativa em vários tipos diferentes de câncer, incluindo o câncer de pele, como e por que o café protege contra a doença ainda é algo que não se sabe. “A cafeína pode se tornar uma arma na prevenção porque ela inibe a ATR e também atua como um protetor solar e absorve diretamente a luz UV prejudicial,” disse Conney.
Fonte: Diário da Saúde
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