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Tempo de leitura: 4
30/06/2012

Dicas para evitar a gripe

Basta a temperatura baixar para o risco de ficar gripada aumentar. Mas a culpa não é exatamente do frio: ficar em ambientes fechados por mais tempo nessa época do ano facilita a contaminação pelo vírus. Frequentar locais arejados, manter as mãos sempre limpas e tomar a vacina são algumas medidas que previnem a doença. Esclareça as suas dúvidas para a gripe não pegar você.

Como se pega gripe?
Essa infecção é provocada pelo influenza, vírus que sofre mutações tão rápidas que impossibilita que tenhamos imunidade permanente contra ele. A gripe, que dura em média uma semana, é transmitida por meio de gotículas de saliva ou de coriza expelidas por quem já está gripado ou pelo contato com objetos contaminados. Ou seja, um simples aperto de mão ou um espirro pode ser a porta de entrada para a instalação do microrganismo.

Quais são os principais sintomas?
Febre alta (a partir de 39 ºC), calafrio, dor de cabeça, coriza, tosse, dor de garganta, cansaço, dor no corpo e sensação de mal-estar. “Essa virose induz a produção de interferons, substâncias de defesa do organismo que agem nos músculos, ossos e meninges, causando esses sintomas”, afirma a infectologista Nancy Bellei, coordenadora do setor de pesquisa de vírus respiratórios da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Ela é um resfriado mais forte?
Não, são doenças diferentes, causadas por vírus distintos (influenza e rinovírus). Muitos confundem as duas por terem sintomas parecidos e ocorrerem normalmente no inverno. “Porém, a gripe provoca reações bem mais fortes. O resfriado se caracteriza pela coriza e pela dor de garganta”, diz Artur Timerman, infectologista do Hospital Professor Edmundo Vasconcelos, em São Paulo.

Como é o tratamento?
Na maioria das vezes, repouso e remédios para aliviar os sintomas resolvem o problema. Porém, quando a febre alta, o mal-estar e a falta de ar persistirem, é hora de procurar um médico para receber uma medicação mais específica e evitar a evolução da doença para uma doença pulmonar grave, como a pneumonia.

Que outros cuidados preciso tomar?
Beber bastante líquido (água, chá e sucos) é fundamental para ajudar o organismo a combater a infecção. “A ingestão de líquido facilita ainda a eliminação da secreção que entope o nariz e deixa o pulmão carregado”, afirma o clínico-geral Maurício Gattaz, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

Evitar o frio ajuda?
Os médicos são unânimes ao dizer que é mito que tomar bebida gelada ou se expor a vento e friagem causa gripe – a contaminação se dá pelo vírus mesmo. Mas bom senso cai bem. “Algumas pesso as se sentem pior com alterações extremas de temperatura. Nesse caso, devem evitar o que lhes faz mal”, diz Nancy Bellei.

Como posso prevenir a infecção?
“Alimentação balanceada, exercícios moderados e sono de qualidade ajudam a deixar a imunidade em alta e afastam o risco de contaminação pelo vírus da gripe”, sugere Maurício. Também vale limpar as mãos com álcool ou com água e sabão e evitar ambientes fechados, sem ventilação. Porém, os especialistas são unânimes: a vacina é o melhor modo de prevenir a doença.

Tomei a vacina ano passado. Preciso repetir a dose este ano?
Sim, por causa da mutação do vírus. A vacina atual, disponibilizada pelo Ministério da Saúde, protege contra os três principais vírus que circularam no Hemisfério Sul em 2010, inclusive contra o da gripe H1N1 (veja quadro H1N1: agora uma gripe como outra qualquer). Quem não faz parte do grupo priorizado pela campanha de imunização deste ano pode se vacinar em clínicas particulares (em São Paulo, o preço médio da dose da vacina é de 70 reais).

Existe alguma contra-indicação?
Pessoas que tenham alergia a ovo não devem se vacinar, pois é nele que a vacina é produzida. “Quem estiver gripado ou com outra doença aguda, como laringite ou otite, deve esperar a melhora dos sintomas”, diz Otelo Rigato Jr., infectologista do Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo.

E a vacina funciona?
“Ela tem eficácia acima de 80% e é um procedimento bastante seguro”, afirma o infectologista Jacyr Pasternak, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Muita gente reclama que tomou a vacina e ficou de cama do mesmo jeito. Ter febre baixa e mal-estar após se vacinar é um efeito colateral comum e não significa que você está contaminada. Se a sensação durar mais do que três dias, pode ser que você já estivesse com o vírus incubado quando se imunizou. Outra possibilidade é que, como o vírus sofre mutações constantes, você tenha se contaminado com uma versão do influenza não previsto no espectro de proteção da vacina. Ainda assim, a recomendação dos médicos é se vacinar – principalmente as gestantes e portadores de doenças respiratórias, como asma e bronquite.

H1N1: agora uma gripe como outra qualquer
Esse vírus não sumiu do mapa, mas já não é tão ameaçador. No ano passado, a Organização Mundial de Saúde (OMS) decretou o fim do alerta da pandemia de influenza H1N1 (conhecida como gripe suína) após analisar o risco de contaminação em diversos países e verificar que o vírus assumiu o comportamento de uma gripe sazonal. Os especialistas não acreditam em uma nova epidemia. O risco de um novo surto só existe caso haja uma mutação grave do H1N1, o que não foi verificado até o momento. E como saber se a gripe é a suína ou a comum? Só mesmo com a ajuda do médico. No início, os dois tipos têm os mesmos sintomas: dores de cabeça e no corpo, febre alta e coriza. Sinais como tosse forte, falta de ar, vômito e diarreia sugerem um caso de H1N1. Porém, apenas exames feitos em unidades de saúde podem detectar o vírus. “Na dúvida, procure rapidamente o serviço médico, pois o H1N1 pode evoluir de forma mais grave, gerando insuficiência respiratória e pneumonia após os primeiros dias”, explica Otelo Rigato Jr. Um diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações.

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Fonte: Boa Forma

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