O déficit de conhecimento em finanças pessoais no Brasil tem assumido grandes proporções, vistos as altas taxas de inadimplência e o costume do brasileiro não poupar. A educação financeira ainda é pouco explorada no Brasil. A literatura, na maioria das vezes, está relacionada à gestão financeira pessoal e o oferecimento de disciplinas correlatas ao tema em cursos regulares de colégios, faculdades e MBA’s é praticamente inexistente. A educação financeira tornou-se uma preocupação crescente em diversos países. Nasúltimas duas décadas, três forças produziram mudanças fundamentais: a globalização, o desenvolvimento tecnológico e alterações regulatórias e institucionais de caráter neoliberal.
A educação financeira dos indivíduos é refletida na administração do dinheiro. O gasto financeiro e pessoal ou planejamento financeiro pessoal consiste em estabelecer e seguir uma estratégia mais ou menos deliberada e dirigida para a manutenção ou acumulação de bens e valores que irão formar o patrimônio de uma pessoa e de sua família. Essa estratégia pode estar voltada para o curto, médio ou longo prazo e visa garantir a tranquilidade econômico-financeira do indivíduo.
A riqueza de uma pessoa não depende do que se ganha, mas sim da forma como se gasta. Com uma renda baixa é possível dignamente construir um padrão de vida confortável, e de forma consciente e inteligente manter esse padrão no futuro. Da mesma forma grandes rendas podem não garantir a sustentabilidade de um padrão de vida com conforto, devido à ineficiência da gestão do dinheiro que se recebe.
A maioria da população brasileira tem problemas financeiros, dívidas, dificuldade para adquirirem bens e despreparo em momentos de desempregos, crédito fácil e descontrole que levam as pessoas a se endividarem. A falta de planejamento financeiro pode ocasionar sérios problemas na vida de um indivíduo, prejudicando sua relação família e sociedade.
O consumo excessivo, muitos indivíduos contraem dívidas, comprometem uma parcela significativa de suas rendas, e, em muitos casos, acabam tornando-se inadimplentes, ou seja, acabam por não cumprir com seus compromissos financeiros. As pessoas, endividadas trabalham para quitar suas dívidas por terem pouca ou nenhuma habilidade de lidar com o dinheiro, por não se preocuparem em fazer um planejamento financeiro ou por motivos implícitos em razões sociais ou psicológicas. Muitos desses indivíduos conseguem retomar o equilíbrio de suas vidas, outros necessitam de ajuda e muitos terão que carregar consigo o estigma de eternos endividados.
As pessoas erram ao considerar sem importância sua vida financeira. O simples fato de as pessoas optarem por não acompanhar suas finanças já é um fator decisivo para futuros problemas. Administrar o orçamento pessoal ou familiar, planejar e buscar a tão sonhada independência financeira exige uma mudança de postura, atitude e vida.
Fonte: Unicastelo
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