“Deus deve ter se esquecido de mim”, brincava sempre a francesa Jeanne Calment, que morreu aos 122 anos em 1997. Jeanne foi a pessoa que mais viveu no mundo até hoje e, se Deus deu uma força, agora a ciência está descobrindo motivos menos divinos para longevidades como a dela. Ela faz parte dos supercentenários, o grupo seleto e cada vez mais estudado daqueles que passam de 110 anos.
Segundo um estudo da Boston University School of Medicine, os supercentenários variam muito educação, renda, religião, etnia e até nos padrões de dieta – há desde vegetarianos longevos até anciões do churrasco. Mas eles também têm muita coisa em comum: poucos são obesos, nenhum é ou foi fumante, a maioria lida bem com situações estressantes.
Os bons hábitos são tão determinantes que, quando são adotados por todos, criam-se bolsões de longevidade. Talvez o melhor exemplo seja Loma Linda, na Califórnia, onde um grupo de adventistas vegetarianos não fuma, faz exercícios regularmente, dedica muito tempo à família – basicamente a receita da longevidade. Como consequência, eles têm uma expectativa de vida de 85 anos, 10 anos a mais que a média americana.
Se é para apontar uma regra para se viver mais, os geriatras fazem coro: o importante mesmo é se manter ativo física e mentalmente. Os mais velhos devem evitar o sedentarismo e, mesmo que a pessoa pare de trabalhar, nunca pode deixar de exercitar o raciocínio, a mente, seja participando de projetos, seja lendo livros ou fazendo quebra-cabeças. Até o acompanhamento psicológico é importante para evitar doenças como depressão, que também pode ser uma porta de entrada para outras patologias.
Fonte: Superinteressante
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