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Tempo de leitura: 4
31/07/2012

Dicas para escolher o colchão ideal

Quantas vezes na vida alguém compra um colchão? Provavelmente não mais do que dez, se levarmos em conta que um colchão dura, no mínimo, cinco anos. Por isso, é na hora de escolher que aparecem as dúvidas sobre os tipos disponíveis no mercado, tamanhos, vantagens e desvantagens. Algumas informações podem fazer toda a diferença entre uma noite bem dormida e um amanhecer com dores no corpo e a sensação de sequer ter fechado os olhos.

Tipos de colchão
Existem dois tipos principais: os de mola e os de espuma. Os de mola, como o nome indica, têm a estrutura interna formada por molas de aço, que podem ser interligadas – no modelo bonnel – ou ensacadas individualmente – no modelo pocket. No primeiro caso, o movimento de uma mola é transmitido a todas as outras, ou seja, quando alguém se deita em um lado, a pessoa deitada no lado oposto também sente a cama balançar.

Já no modelo pocket, o movimento fica restrito às peças acionadas, o que dá mais estabilidade. “é por isso que indicamos este modelo para casais cujos pesos dos cônjuges diferem em mais de 30 quilos”, explica Andreu Monteiro, especialista responsável por treinar os funcionários de uma loja especializada. Se esse mesmo casal optar por colchão de espuma, Monteiro sugere a escolha da densidade ideal para o parceiro mais pesado.

Densidade
Densidade, principal fator de classificação dos colchões de espuma, é o valor que relaciona peso e área. A partir do peso de quem vai utilizar o colchão, escolhe-se a densidade indicada na embalagem pela letra D. “Pela tabela do Inmetro, um D28 [densidade 28] é indicado para pessoas com até 60kg”, explica Monteiro. Quem pesa até 90kg deve optar pelo D33, e acima disso, D45. Na prática, quanto maior a densidade, mais firme o colchão. Confira a tabela que relaciona peso, altura e densidade. “Mas a decisão também depende do gosto. Alguém que prefira um colchão mais duro pode escolher uma densidade maior que a indicada pela tabela”, acrescenta Lilian Schwarcz, proprietária de uma loja de colchões em Porto Alegre.

Ortopédicos
Quem não gosta das alternativas mais moles, pode optar, ainda, por colchões ortopédicos, que têm uma tábua de madeira por dentro e uma camada de espuma por fora, ficando mais firmes. “Em geral este é o modelo indicado por médicos para quem tem problemas como hérnia de disco, por exemplo”, diz Monteiro.

Nasa
Existem, ainda, os colchões de espuma viscoelástica, conhecida como a espuma da Nasa, por ter sido desenvolvida pela agência espacial americana. “O material foi criado para absorver o impacto do lançamento da nave, e também para ser confortável no espaço. é um tipo de espuma que não exerce pressão contrária, tem construção celular diferente”, esclarece Monteiro.
A espuma Nasa promete se adaptar a diferentes biotipos, o que confere conforto a quem a usa. Quando a pressão é retirada – ou seja, após a pessoa se levantar – a espuma volta ao normal, sem manter o formato do corpo e, consequentemente, sem deformar. A capacidade de adaptação torna o modelo indicado, por exemplo, para o casal com grande diferença de peso.

Látex
Alternativo à mola e à espuma, também existe o tipo látex, feito com o material extraído da seringueira. “é um modelo que também não deforma e é firme”, detalha Lilian. “Ele repele poeira e ácaros e é ecologicamente correto”, completa Sérgio Zylbersztejn, professor da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre e ortopedista da Santa Casa da Misericórdia da capital gaúcha. Apesar de exaltar o aspecto sustentável do colchão, o médico avisa que pessoas alérgicas a látex devem “ficar bem longe” do modelo.

Magnéticos
é possível, ainda, encontrar os chamados colchões magnéticos, que têm pequenos ímãs (magnetos) na parte interna e muitas vezes são anunciados como tendo funções terapêuticas. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o produto só pode ser registrado como tendo propriedades terapêuticas se o fabricante comprovar tais características por meio de pesquisas, relatórios e laudos técnicos, entre outros.

Preços
O preço dos colchões é influenciado pelo material e pelo acabamento, principalmente. De modo geral, quanto maior a densidade, maior preço, no casos dos feitos de espuma. Modelos de mola ensacada são mais caros que os de mola interligada, e quanto mais peças a estrutura tiver, maior o custo também. Pensando em um colchão de casal padrão, os preços dos modelos de espuma ficam em torno de R$ 350 com densidade 33. Os de mola bonnel variam de R$ 500 a R$ 900, e os de mola pocket podem custar entre R$ 800 e R$ 4 mil. Modelos de espuma viscoelástica (Nasa) são mais caros, com valores a partir de R$ 2,5 mil. O box sai na faixa de R$ 600.

Com ou sem o box?
Os especialistas lembram que se pode comprar só o colchão ou optar pelo conjunto que inclui o box – combinando os tecidos de acabamento, por exemplo. Colchões de mola não devem ser usados em camas com estrado, pois deformam, por isso precisam da baseúnica encontrada no box. Entre as opções das marcas existe, por exemplo, o box baú, que tem compartimento interno para guardar edredons, roupa de cama, etc. O box com cama auxiliar reserva espaço para um segundo colchão.

Durabilidade
Quanto à durabilidade dos colchões, os representantes das marcas concorrentes enfatizam: depende do cuidado que a pessoa tem com a peça. Seguindo as recomendações das fabricantes, modelos de espuma simples têm vidaútil de entre cinco e oito anos, enquanto os de mola duram entre dez e 15 anos – já que o aço das molas resiste mais à ação do tempo do que a espuma.

Fonte: Pense Imóveis

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