
O educador financeiro observa que, antes de contratar qualquer crédito, é importante que o consumidor faça uma detalhada análise e diagnóstico financeiro. “O ideal é descobrir para onde vai cada centavo do dinheiro durante o mês, registrando as dívidas, caso existam. O crédito pode, sem dúvida, ser um grande aliado e não há problema se usado como estratégia para sair de linhas de créditos com juros mais altos, para adquirir algo de grande importância ou ainda em uma emergência. Porém, se apenas utilizá-lo de forma não consciente e necessária, pode se tornar mais um grande vilão”.
Armadilhas
O advogado e professor especialista em Direito Processual Civil, Fernando Loschiavo Nery, alerta para o cuidado na contratação de empréstimos a terceiros ou familiares, prática comum que pode colocar em xeque as contas do devedor. “Os aposentados devem evitar ao máximo essa prática, mas, se for realmente necessário, devem levar em conta primeiramente todos os seus gastos (alimentação, vestuário, médico e remédios), para depois verificar quanto sobra para corresponder ao empréstimo”.
Pela facilidade de concessão do crédito, o consumidor aposentado deve tomar muito cuidado com as ofertas de empréstimo consignado feitas na rua, nas portas das agências do INSS ou proximidades dos bancos. “O aposentado não deve em hipótese nenhuma assinar procuração ou documentos em branco oferecidos por estranhos. Ele pode requerer o empréstimo no seu próprio banco, ou instituição financeira credenciada ao INSS ou Banco Central”, afirma Nery.
A mestre em Direito Previdenciário e vice-presidente do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário, Adriane Bramante, ressalta a importância de rubricar todas as páginas do contrato, frente e verso, e pesquisar a idoneidade da empresa contratada. “Observar a taxa de juros e pesquisar se aquele banco ou financeira tem o melhor encargo do mercado também são caminhos importantes para fazer uma contratação segura”.
Caso o aposentado perceba que está sendo vítima de golpes, o recomendável é fazer imediatamente um boletim de ocorrência na delegacia mais próxima. “Ele também deve ir ao INSS e ao banco ou empresa que fez o empréstimo e informar que houve fraude. Além de procurar um advogado para orientar sobre os próximos passos, o que inclui uma ação judicial por dano moral”, diz Bramante.
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