
“No Brasil, é notório que ainda não há uma cultura de planejamento para a aposentadoria, o que acaba por transformar um momento no qual o trabalhador deveria merecidamente descansar, dedicando mais tempo à família, amigos, lazer, estudos, em um período de muita ansiedade e incertezas”, explica Zainara.
De acordo com a advogada, a preocupação na grande parte dos processos de aposentadoria é decorrente da constatação de que a renda paga pelo Governo Federal não é a mesma que o trabalhador recebe durante o período produtivo. Desta forma, o aposentado é surpreendido pela falta de renda e pela obrigação de mudar seu padrão de vida para manter a saúde financeira.
“é de grande importância, diante dessa realidade, que seja feito um planejamento previdenciário, que possa prever a melhor data para requerer a aposentadoria, bem como oferecer simulações de seu valor estimado. Com antecedência, é possível, ainda, traçar uma estratégia de recolhimentos e tempo de contribuição, sempre com o objetivo de obter o melhor benefício”, recomenda a especialista.
Segundo Zainara, isso acontece em razão do chamado Fator Previdenciário, que é o mecanismo utilizado pelo INSS, na tentativa de adiar a aposentadoria dos trabalhadores mais jovens, trazendo aos mesmos uma espécie de “penalização” para quem se aposenta mais cedo. Assim, os aposentados que não possuem fundo de reserva, através de uma poupança, previdência privada ou investimento imobiliário, são obrigados a permanecer trabalhando caso não queiram reduzir seus padrões de consumo.
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