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Tempo de leitura: 2
30/09/2010

Compras a prazo: vantagens e desvantagens

Atire o primeiro cartão de crédito quem nunca se deparou com aquela vontade enorme de ir às compras, encher as sacolas e voltar para casa feliz – mesmo sem um tostão furado no banco. é, amiga, você não está só. Milhares de mulheres não resistem às tentações do consumo e apelam ao parcelamento para dar conta de saciar tantos desejos. Para se ter uma ideia, uma pesquisa realizada com 1.116 mulheres brasileiras pela Sophia Mind, empresa do grupo Bolsa de Mulher, revelou que nada menos do que 72% delas fazem do parcelamento um hábito – tanto em compras de maior valor quanto aquelas que poderiam ser feitas tranquilamente à vista.

Diante de tantas facilidades de pagamento, estamos cada vez mais acostumados à filosofia do “compre hoje, pague depois”. Isso porque não temos o hábito de poupar nosso suado dinheirinho, muito menos investi-lo – o que, na prática, garantiria uma compra financeiramente mais vantajosa, à vista, com um belo desconto. Sem falar no risco enorme de inadimplência, já que as dívidas acabam se acumulando. “A grande maioria das pessoas não observa as taxas de juros aplicadas nos financiamentos. Em geral, elas veem o valor da parcela e acham que vai caber no bolso. Isso é uma ilusão, pois elas acabam pagando taxas bastante altas”, comenta o consultor financeiro Claudio Boriola, presidente da Boriola Consultoria.

Juros, os grandes vilões

As mulheres têm consciência dos juros, mas não sabem lidar com eles. Segundo a pesquisa da Sophia Mind, 90% das entrevistadas reparam nas taxas embutidas nas prestações, mas apenas metade delas sabe calcular. E é aí que mora o problema, pois nem sempre a menor taxa de juros é a melhor. “Quando o estabelecimento inclui tarifas e venda de serviços na operação de crédito e informa ao consumidor somente a taxa de juros, quando a compra é feita os encargos são acrescidos ao valor a ser financiado. Isso encarece a operação”, alerta a economista Ione Amorim, do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

A solução, segundo ela, é não observar somente o valor da prestação, mas pesquisar as taxas de juros no mercado. “é possível solicitar ao estabelecimento a simulação do crédito e a informação sobre o custo efetivo total, ou seja, a soma dos encargos que foram embutidos na operação. Comparar as operações de crédito em mais de um estabelecimento ajuda a descobrir se, além da taxa de juros, não está ocorrendo a cobrança de tarifas ou serviços adicionais, como seguros, garantias e juros de acerto, entre outros”, enumera Ione.

Se ainda assim houver dúvidas, a dica é insistir em mais explicações do vendedor. Outra saída é consultar um profissional capacitado ou pedir ajuda a umórgão de defesa do consumidor. E nada de assinar contrato antes de analisá-lo criteriosamente do começo ao fim!

Fonte: Site Bolsa de Mulher

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