
O modo como ela compra suas coisas, pode revelar seu temperamento (impulsivo, cauteloso…) e perfil (conservador, moderado…); porém antes de julgar quem “ama” parcelas ou quem só compra à vista, é bom conhecer um pouco melhor estas duas modalidades.
Na compra a prazo, o consumidor adquire o produto de maneira parcelada por não dispor do montante total naquele momento. Pela possibilidade de “consumo imediato”, ele assumirá prestações em “n” vezes, pagando juros. Além deles, alguns estabelecimentos costumam embutir nas parcelas o custo administrativo que este tipo de operação acarreta. Se forem em 10 vezes, serão gerados 10 boletos, e mensalmente alguém fará a conferência se o pagamento foi efetuado ou não; há o relatório financeiro, avisos bancários, etc. Outro detalhe é que há o risco de inadimplência, isto é, um valor a mais no caso de alguns consumidores não conseguirem pagar. Resumindo: se paga pelo produto e pelo dinheiro que foi antecipado para tê-lo.
O brasileiro muitas vezes tem a cultura de que se não for a prazo, nunca conseguirá ter as coisas. Realmente, para juntar o montante de um imóvel, por exemplo, não é fácil. E se essa dívida cabe no seu orçamento, ela não é ruim. O que ocorre são os exageros, coisas pequenas que poderiam ser pagas à vista, como um calçado ou liquidificador, viram logo um “carnê” que se junta a outros.
Já na compra à vista, há mais força de negociação: o preço é melhor, dá para pedir bons descontos e não se entra em dívida. E sem dívida, sem juros. Traz também a satisfação pessoal de que o produto se torna seu no ato da compra. O esforço é recompensado e faz o dinheiro valer mais.
é bom lembrar que para se comprar à vista é necessário formar poupança. Independente da escolha de como comprar, requisitos como organização, planejamento e é claro, pesquisa, são muito bem vindos para que o pós-venda não seja frustrante por ter comprometido seu orçamento mais do que devia. A ideia é que o que foi adquirido seja algo bom e benéfico para você e sua família e não motivo de fazê-lo perder o sono.
Com base nisso… BOAS “COMPRAS”!
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