O ano de 2025 foi marcado por resiliência econômica global em meio a crescentes incertezas geopolíticas e fiscais. Indicadores surpreenderam positivamente em diversas frentes, mas o aumento da volatilidade política e comercial elevou significativamente o risco percebido pelos mercados durante todo o período.
No cenário internacional, os Estados Unidos combinaram crescimento moderado com política protecionista mais agressiva sob o governo Trump. Apesar das tarifas elevadas sobre diversos parceiros comerciais, a economia americana manteve-se resiliente, com resultados corporativos sólidos na maior parte do ano. O Federal Reserve iniciou cortes graduais de juros no segundo semestre, reconhecendo moderação na atividade e preocupação com o mercado de trabalho. A inflação ainda é um problema importante nos Estados Unidos, mesmo após a desaceleração ao longo de 2025, pois segue acima da meta do Federal Reserve e limita a margem para uma política monetária mais acomodatícia.
Na Europa, baixo crescimento e instabilidade política – especialmente na França e Alemanha – limitaram avanços econômicos, mantendo o BCE em postura cautelosa. A crise política francesa e as tensões fiscais na Alemanha pressionaram a coesão do bloco, dificultando uma recuperação mais robusta.
No âmbito interno, o Brasil cresceu próximo de 2,5%, impulsionado por mercado de trabalho aquecido (desemprego em mínimas históricas) e consumo familiar resiliente. A inflação medida pelo IPCA encerrou em 4,26%, acima da meta de 3%, mas dentro da tolerância de ±1,5 ponto percentual. O real apreciou cerca de 12% ante o dólar, partindo de R$ 6,20 para próximo de R$ 5,50, beneficiado por diferencial de juros atrativo e fluxo para emergentes.
Esse cenário benigno, porém, foi ofuscado pelo agravamento das incertezas fiscais. A política fiscal manteve-se expansionista, com gastos públicos difíceis de conter e reformas estruturais praticamente paralisadas, e levou a dívida pública a ultrapassar 78% do PIB em trajetória preocupante. Com as eleições presidenciais de outubro de 2026 se aproximando, essas incertezas fiscais devem ganhar ainda mais força, especialmente porque os fatores que ajudaram a conter a inflação neste ano – apreciação cambial expressiva, queda de preços no atacado e moderação nos alimentos – foram conjunturalmente favoráveis e podem não se repetir com a mesma intensidade.
O forte desempenho do Ibovespa (+33,95%) foi impulsionado por entrada expressiva de capital estrangeiro, atraída pelo diferencial de juros elevado e otimismo com o início do ciclo de queda da Selic, apesar das incertezas domésticas.
Resultados PREVIG 2025
Diante desse cenário repleto de incertezas, nossa estratégia de investimentos permaneceu focada em preservação de capital, gestão de riscos e resiliência de longo prazo.
Em 2025, a PREVIG adotou postura conservadora na renda fixa, priorizando preservação de capital com aproximadamente 80% da carteira em NTN-B (títulos públicos indexados à inflação), concentradas em vencimentos de prazos mais curtos, sem exposição relevante a crédito privado (menos de 1% do patrimônio do segmento renda fixa) e com baixa exposição ao risco de mercado.

Essa estratégia gerou retorno de 12,36%, abaixo do CDI (14,31%), porém bem superior ao IPCA (4,26%), preservando o poder de compra diante das muitas incertezas macroeconômicas do período.

No segmento de renda variável, com 70% do portfólio indexado ao Ibovespa, a PREVIG obteve performance superior ao benchmark em +1,21 p.p. (35,17% vs 33,95% Ibovespa).

Como resultante dessas estratégias, os Perfis de Investimentos da PREVIG entregaram resultados consistentes com seu perfil de risco-retorno em 2025:

*RF LP Inflação iniciou em 30/04/25
Para mais informações sobre os Perfis de Investimentos, acesse a Área do Participante aqui.
Seguimos atentos às oportunidades geradas pela volatilidade, mantendo posição conservadora com ativos líquidos (99% títulos públicos na renda fixa) e foco principal na preservação do patrimônio dos participantes em um horizonte de longo prazo.
O Calendário de Pagamento de Benefícios 2026 já está disponível para participantes assistidos (aposentados e pensionistas). Para consultar o calendário, acesse a Área do Participante e clique em Benefícios -> Calendário Pagamento. Clique aqui e confira: ÁREA DO PARTICIPANTE
No dia 17 de janeiro deste ano foi publicada no Diário Oficial a Lei Complementar 214, que regulamenta a Reforma Tributária no Brasil. A legislação trouxe um grande avanço para a Previdência Complementar, garantindo a não incidência de novos tributos sobre as atividades das entidades fechadas de previdência, que poderia comprometer a poupança previdenciária dos […]