A mesada é um instrumento eficaz na educação financeira infantil. Através dela são ensinados à criança princípios de limite, responsabilidade e planejamento. A mesada oferece oportunidade de vivenciar situações econômicas e certa dose de “independência financeira”, proporcionando o desenvolvimento das habilidades de consumidor. A instituição da mesada varia de acordo com a idade, com o perfil da criança e principalmente com a situação financeira familiar. Por essas variáveis eu prefiro não falar em valores ideais para cada idade, cabendo a cada família decidir sobre eles, tendo como referência as variáveis citadas.
O ideal é que se comece a dar mesada a partir do momento em que a criança tenha noções de números, por volta dos seis anos de idade. Veja como trabalhar a mesada de acordo com as etapas do desenvolvimento infantil:
– 4/5 anos: as crianças já podem começar a ganhar suas moedas e para isso nada melhor que ganhar um cofrinho. Ele é umótimo recurso para as primeiras noções de economia, como o caro e o barato e o poupar para comprar algo que deseja;
– 6/7 anos: a opção melhor nessa idade é a “semanada” para que a criança controle melhor o dinheiro, já que ainda não possui a noção de tempo consolidada;
– 9 anos: introduzir a “quinzenada” e posteriormente a mesada. Momento para os pais conversarem sobre planejamento das despesas para que o dinheiro não acabe na primeira semana;
– Adolescência: algumas importantes habilidades financeiras provavelmente já foram desenvolvidas e com isso pode-se orientar investimentos com foco no futuro. A caderneta de poupança é um bom começo para passar noções de investimento.
Atenção! Instituir a mesada não é simplesmente o ato de entregar uma quantia de dinheiro para a criança. é preciso educar financeiramente através dessa atitude, explicando a elas sobre a importância de administrar bem esse recurso. Não se esqueça de que o dinheiro deve ser acompanhado de diálogo e, principalmente, exemplo.
Fonte:Dinheirama
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