
Em breve, ela deve viajar à Austrália por seis meses, mas não pretende levar nenhum dos seus animais de estimação – além de Louis, encontrado onde ficam os jatos particulares no aeroporto após oito dias, ela tem a gata Kate.
Não se sabe o quanto ocorrências como a de Louis representam no total de animais transportados em aviões. Nem a Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), nem a Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) têm estatísticas sobre o tema.
Mesmo assim, muitos turistas que precisam viajar com seus pets enfrentam, além de taxas e trâmites burocráticos, o medo de leválos em viagens desse tipo, em função de casos como fuga e morte no porão da aeronave.
Com exceção do cãoguia, que pode viajar com o passageiro gratuitamente, cada empresa define suas regras para o transporte de animais. Não há uma regulamentação padronizada pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).
Em voos domésticos, exceto pela Gol, é permitido levar cães e gatos pequenos, na cabine. Em rotas internacionais, e no caso de animais maiores, é preciso ir no porão, como ocorreu com Louis.
Nas viagens nacionais, para levar o bicho, as companhias cobram por trecho uma taxa que se aproxima do valor de uma passagem comum. As exigências comuns a todos são determinadas pelo Ministério da Agricultura. São obrigatórios atestado de saúde emitido por um veterinário (que tem validade limitada de acordo com a companhia, entre três e 30 dias) e vacina antirrábica em dia.
O ministério também emite o passaporte para trânsito de cães e gatos e o certificado veterinário internacional, para viagens para o exterior. No Brasil, o passaporte pode substituir o atestado de saúde, mas deve ser atualizado. Para obtêlo, o bicho deve ter um microchip subcutâneo.
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